ClubeTabanka

Friday, October 06, 2006

VENCER PARA CONVENCER

DESPORTO

07-10-06

Há dois anos que Cabo Verde não vence uma partida internacional no estádio da Várzea. Vamos ver se é desta que o combinado crioulo mata o jejum forçado vencendo, hoje, sábado, a Guiné-Conakry, no jogo da segunda jornada do grupo 8 de qualificação para a CAN 2008. O adversário nem é pêra doce (26° no ranking mundial e 5° a nível africano), mas tudo é possível quando a vontade é tamanha e se o vencer for encarado como uma questão de sobrevivência... De Cabo Verde na CAN. Dos sonhos para um mundial ainda distante, mas que se deve preparar desde já. Dos jogadores que querem subir mais alto. E de Zé Rui que ainda não sentiu o gosto da vitória desde que assumiu o comando técnico da selecção.




Vencer é sempre o objectivo. Mas, para Cabo Verde, ganhar a Guiné Conakry, amanhã na Várzea, é acima de tudo uma obrigação, um imperativo. Uma chance de o país recuperar a auto-estima e sair da fase negra em que se encontra desde 2004. Sim, há precisamente dois anos que Cabo Verde não ganha uma partida no estádio da Várzea - a última foi contra o Burkina Faso, um triunfo por 1-0 durante as eliminatórias para o Mundial da Alemanha. E há um ano e meio que o país festejou pela última vez uma vitória internacional, curiosamente também contra o Burkina Faso (1-2), em Ouagadougou, na segunda fase de acesso ao Mundial germânico. Seguiram-se, portanto, sete jogos, entre partidas oficiais e amigáveis, só com derrotas. A mais recente foi contra a Gâmbia (0-2), em Banjul.

Agora basta! É a Nação que pede, exige mesmo a conquista dos três pontos. Porque acredita no talento e na força de vontade que levam os seus jogadores a suar a camisola nacional e defender, até ao tutano, as cores de Cabo Verde. Mas isso tudo, por si só, será diminuto se a equipa não tiver rigor, força mental, mestria táctica, astúcia e determinação. Atributos e virtudes que o seleccionador nacional, Zé Rui, saberá de certeza incutir nos seus pupilos e assim ultrapassar a Guiné Conakry, selecção que em 2000, durante a Taça Amílcar Cabral, perdeu com Cabo Verde por 2-0. Mas, atenção, essa equipa guineense não é a mesma de hoje. Os sylli, como são conhecidos, transformaram-se num osso duríssimo para qualquer equipa, com jogadores talentosos como Diawara (Gençlirbirligi, Turquia), Bobo Balde (Celtic Glasgow), Pascal Feindouno (Bordéus, Fra) e Souleymane Youla (Lille, Fra). A prova está aí: 26° no ranking da FIFA e quinta melhor selecção africana do momento.

Só que, para nós, não será o tamanho nem o peso do gigante que nos vai intimidar. Não agora que estamos sedentos de vitória e ávidos de fazer valer o nosso estatuto de “Brasilinho” - “little Brazil” segundo a FIFA e a BBC. Os escolhidos do técnico Zé Rui (o médio Jerry, do Monnastir da Tunísia, já não vem por não ter conseguido o visto de entrada em Portugal, e Já, do Etoile, também da Tunísia, simplesmente recusou jogar pela nossa selecção) serão, por isso, peças importantes para Cabo Verde conquistar a vitória, a primeira nas eliminatórias para a CAN 2008 e que pode nos colocar no segundo lugar do grupo 8, contando que a Argélia vença em casa a Gâmbia, a actual líder. E se os jogadores habitués nas chamadas à selecção mostrarem o entrosamento que se lhes pede, seremos nós a rir no fim. É esse suplemento vitamínico que Cabo Verde precisa para convencer e, deste modo, merecer todo o apoio para seguir em frente na luta por um lugar na maior montra do futebol africano, a Copa de África das Nações.

Hermínio SIlves

1 Comments:

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2:49 PM  

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